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Tabagismo O tabagismo, ou melhor, a epidemia do tabagismo é um assunto presente em todos os locais atualmente, e não poderia estar ausente aqui principalmente porque o dia 31 de maio é o Dia Mundial sem Tabaco - data em que ocorrem no mundo inteiro manifestações e campanhas para cessação do tabagismo. Por que epidemia do tabagismo? Epidemia é uma doença que acomete muitas pessoas ao mesmo tempo e se espalha rapidamente. A Organização Mundial de Saúde define o tabagismo como uma doença que causa dependência química, com vários graus de dependência (uma dependência química como a que ocorre por outras drogas). O tabagismo é responsável por 5 milhões de mortes por ano no mundo inteiro, e se nada for feito estes números chegarão a 10 milhões até o ano 2020. Atualmente um terço da população mundial acima de 15 anos e aproximadamente um quinto de toda população mundial compõe-se de tabagistas; 1,1 bilhões de fumantes, sendo que 800 milhões se encontram em países em desenvolvimento ou subdesenvolvidos. Embora ainda exista uma predominância do sexo masculino, nas últimas décadas o número de mulheres tabagistas cresceu muito. Esta distribuição se repete pelo mundo com algumas exceções como a China, onde é ainda maior o número de tabagistas. No Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer existem 2,67 milhäes de jovens tabagistas, 370 mil entre 10 e 14 anos; e 2,3 milhões entre 15 e 18 anos. A adolescência ´ uma faixa mais susceptÍvel a se iniciar o tabagismo devido aos vários conflitos psicológicos existentes nesta fase. O Brasil é o quarto produtor mundial de fumo, sendo responsável por 19,3% da produção mundial, atrás da China, India e Estados Unidos. Na fumaça do cigarro existem cerca de 4700 substâncias, muitas das quais são tóxicas, cancerígenas e até radioativas. A nicotina é uma delas e é responsável pela dependência química que o cigarro causa, agindo no sistema nervoso central, provoca a liberação de grande quantidade de dopamina, norepinefrina e serotonina, neurotransmissores que provocam uma sensação de prazer. O tabagismo está relacionado a: 30% das mortes por câncer 90% das mortes por câncer de pulmão 25% das mortes por doença coronariana e infarto 85% das mortes por doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema pulmonar) Acredita-se que a grande maioria dos fumantes (80%) querem parar de fumar, no entanto apenas 3% conseguem espontaneamente, só com a auto decisão, os demais necessitam de aconselhamento e acompanhamento médico, com abordagem cognitivo-comportamental e algumas vezes tratamento medicamentoso. O governo tem adotado a pol¡tica de proibir e restringir cada vez mais o uso do tabaco e isto ocorre devido aos gastos com as patologias decorrentes do tabagismo e a conscientização sobre os malefícios do mesmo. Estas medidas visam proteger as crianças e adolescentes do tabagismo passivo e ativo, e incluem medidas como a proibição de venda à menores, proibição do uso de tabaco em locais públicos, promoção de ambientes livres de tabaco, promoção de uma economia independente do tabaco, divulgação ampla de informações sobre o tabagismo e criação de programas de cessação de tabagismo para o atendimento dos fumantes. No Brasil foi aprovada em 29 de agosto de 2002 a portaria federal 1575, que facilita o acesso aos medicamentos para tratamento do tabagismo. Ai vão algumas dicas importantes para quem está pensando em parar de fumar: 1. Repense sua rotina, busque atividades diferentes 2. Invista no seu preparo físico, comece a fazer caminhadas 3. Fique de olho na alimentação, escolha alimentos saudáveis e de baixas calorias 4. Nos momentos de estresse procure se acalmar e entender que momentos difíceis sempre vão ocorrer e não é fumando que você vai resolver seus problemas 5. Se sentir muita vontade de fumar você poderá escovar os dentes a toda hora, beber água ou comer uma fruta. Mantenha as mãos ocupadas com um papel ou um elástico. Distraia sua atenção pois a vontade de fumar não dura mais que alguns minutos. Continuaremos a conversar sobre este assunto, explicando porque algumas pessoas se tornam mais dependentes da nicotina que outras e sobre os tratamentos disponíveis para interrupção do tabagismo e serviços de saúde que oferecem este tipo de atendimento. Colaboração da Dra. Maria Vera Cruz de Oliveira e-mail: maria_vera@uol.com.br
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