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O MUNDO SEM TABACO

De acordo com dados do Banco Mundial, cerca de 100 mil jovens começam a fumar a cada dia no mundo, 90% destes jovens têm em torno de 18 a 21 anos de idade. Como estão na fase de construção de personalidade, um dos maiores fatores para que esses adolescentes entrem nessa viagem sem volta é o convívio com pessoas dependentes de nicotina, como amigos e parentes ou até mesmo ídolos fumantes. Isso colabora para que esse jovem experimente cigarros, tornando-se futuramente um dependente de nicotina. Com a constatação de que a nicotina é uma droga, a OMS (Organização Mundial de Saúde) incluiu o tabagismo no grupo dos transtornos mentais e de comportamento decorrente do uso de substâncias psicoativas na Décima Revisão da Classificação Internacional das Doenças (CID-10).

A dependência de nicotina obriga os fumantes a inalarem cerca de 4.720 substâncias tóxicas, fazendo com que o tabagismo seja o maior causador de doenças, entre elas, vários tipos de câncer (pulmão, laringe, faringe, estômago, esôfago, pâncreas, etc.), doenças do aparelho respiratório (DPOC), asma, infecções respiratórias, hipertensão arterial, aneurisma, acidente vascular cerebral, trombose, entre outras. A saúde sexual também é bastante afetada com o tabagismo, causando impotência masculina e reduzindo em até 40% as chances de a mulher engravidar. Além dos danos que o cigarro causa no dependente, os não fumantes também são muito atingidos. Esses, por sua vez, são denominados fumantes passivos, 90% deles são crianças e idosos. O total de mortes no mundo devido ao tabagismo é de cinco milhões de pessoas atualmente. Se nada for feito para controlar esse vício, calcula-se que as mortes poderão chegar a dez milhões no ano de 2.020.

No Brasil, são estimadas cerca de 200 mil mortes por ano em consequência do tabagismo. Devido a esses dados alarmantes, a OMS considera o tabagismo um dos mais graves problemas de saúde pública dos tempos atuais. O dependente de nicotina necessita de apoio e de respeito para superar a dependência química. Para isso, deverá receber tratamento adequado, acompanhado por um especialista que poderá ajudar o dependente a largar o vicio sem deixar sequelas. O tabagismo prejudica fumantes, não fumantes e o meio-ambiente. Por isso, campanhas de esclarecimento devem ser realizadas e apoiadas pelo governo e pelos cidadãos como compromisso social, para podermos gozar do bem-estar e da saúde coletiva.


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